Não gosta de Carnaval? Então aproveite para assistir a melhor série de comédia

O excelente elenco de Arrested Development. (Twentieth Century Fox)

O excelente elenco de Arrested Development. (Twentieth Century Fox)

Para mim, existem dois tipos, basicamente, de série de comédia, e sempre tive como favoritas duas, uma de cada estilo desses: Friends e Community. Porém, um burburinho por conta de Arrested Development atiçou a minha curiosidade. Sempre escutei que não tinha comédia igual AD, e fui conferir. Te adianto uma coisa: se você não gosta do nosso feriado mais famoso, pode preparar o Netflix e acompanhar a melhor comédia que eu já vi.

Já assisti muitas comédias, desde a “turma” de Two and a Half Men e The Big Bang Theory à séries como 30 RockParks and Recreation e Seinfeld (até tentei listar todas aqui, mas acho que o post ficaria um pouquinho chato). Além, claro, das já citadas Friends e Community. Sempre as separei naquele estilo mais tradicional de sitcoms, nem sempre tão inteligentes mas sempre engraçadas, como Friends (e, por consequência, as de Chuck Lorre e cia.), e aquele humor mais refinado de Community (e 30 Rock, por exemplo), em que nem sempre você dá risada, mas que aquela referência/plot genial vale o episódio.

E fazia anos que escutava (ou lia?) maravilhas de Arrested Development, mas nunca tive a chance de acompanhá-la (ela foi exibida na Fox, com o nome de Caindo na Real, há muito tempo atrás e não chegou à TV aberta brasileira, sendo pouco divulgada por aqui). Em 2011, o Netflix anunciou que faria uma nova temporada e, com isso, disponibilizaria todos os outros. No Brasil, eles chegaram no primeiro dia de 2013. E eu aproveitei para tirar o atraso.

Você com certeza já viu alguém dessa série por aí, e não é à toa. (Twentieth Century Fox)

Você com certeza já viu alguém dessa série por aí, e não é à toa. (Twentieth Century Fox)

Após apenas dois episódios, a série me conquistou. E, ao fim da primeira temporada, sabia que estava assistindo uma das melhores produções do gênero de todos os tempos, sem me arrepender. Isso se intensificou quando o fim da série chegou, e eu tive a (correta) sensação de que essa é a melhor série de comédia que já vi.

Ela mistura o lado mais “risada sempre” de séries como Friends sem perder a inteligência e brilhantismo de séries como Community. Arrested Development é a perfeita junção desses dois mundos. Você sempre dará risada e sempre terá a dose de inteligência, não é à toa que “genial” é um adjetivo muito comum para descrevê-la.

A história e o excelente elenco

Uma família rica que perdeu tudo e um filho que não teve escolha a não ser mantê-la unida“. Parece simples? Bom, isso é porque você ainda não conhece a família Bluth. Após o patriarca (Jeffrey Tambor) ser preso por irregularidades fiscais e outros crimes do colarinho branco, essa família fica ainda mais perdida do que já era antes.

Michael (que rendeu o Globo de Ouro à Jason Bateman) é, aparentemente, o único capaz de botar a empresa no trilho novamente e tentar controlar sua mãe alcoólatra (Jessica Walter, 90210), que não acordou para a nova realidade da família; sua irmã gêmea (Portia de Rossi), não muito diferente da mãe, que vive um casamento infeliz com seu marido (David Cross), que não sabe para onde seguir (em todos os sentidos).

Família normal? Não... (Twentieth Century Fox)

Família normal? Não… (Twentieth Century Fox)

Há também o irmão mais velho (Will Arnett, Up All Night, 30 Rock) de Michael, numa carreira de mágico defasada; e seu irmão mais novo (Tony Hale, Chuck, Veep), que, literalmente, ainda não amadureceu tanto assim. Michael ainda tem que cuidar de seu filho adolescente (Michael Cera, Scott Pilgrim), agora apaixonado por sua prima (Alia Shawkat).

Além desse elenco afiado e, que não à toa, não ficou sem trabalho depois do fim da série, Arrested teve várias participações especiais, que só a tornam melhor ainda. A ganhadora do Emmy Julia Louis-Dreyfus (Seinfeld, Old Christine e Veep), a vencedora do Oscar Charlize Theron (Monster, Branca de Neve e o Caçador, Prometheus), Amy Poehler (Parks & Rec), Ben Stiller (Uma Noite no Museu), Jane Lynch (Glee), Zach Braff (Scrubs), entre outros.

Para virar fã

Arrested Development conquistou os críticos e, assim como Fringe, fãs bem fiéis. Mas faltou audiência, tal como a ficção científica. A série, que também era da Fox, ainda conseguiu sobreviver por três temporadas e ter um final digno (em ambos os casos, foi difícil e é raro). Ela estreou na TV americana em 2003 e, após 53 episódios, chegou ao fim em 2006.

A série foi uma das responsáveis por popularizar o formato mockumentary, ou seja, de um documentário fictício, hoje utilizado em Modern Family e Parks and Recreation, por exemplo. Ela também utiliza fotos e filmes de arquivo para contar a sua história, assim como o renomado diretor Ron Howard (que também é produtor executivo) como narrador.

Rumores sobre um filme sempre apareceram, principalmente por conta da sugestão dada no series finale, e o projeto realmente existe, até tem um roteiro. Porém, o criador, Michael Hurwitz, decidiu que era preciso mais uma temporada antes de levar essa família para o cinema. O Netflix decidiu, então, bancar o projeto, e disponibilizará mais 14 episódios integralmente a partir de maio deste ano.

Enquanto isso, você pode ir acompanhando a atração, vencedora de seis prêmios Emmy (incluindo melhor comédia), no serviço de streaming online. Custa apenas R$ 15 por mês, e o primeiro é de graça. Você vai ver que, só por Arrested Development, já vale a pena, até porque será bem difícil achar boxes da série aqui no Brasil. Aproveite o feriado, então: 53 episódios de 22 minutos dá pra ver bem fácil! Para ir ao Netflix, clique aqui.

*     *     *

Dizem que Arrested Development estava à frente de seu tempo. E concordo, afinal, não é toda série que é cancelada e volta à vida, inclusive com um projeto de filme. Privilégios de ser a melhor comédia que muita gente já viu.

PS: O QUBO START ainda vai falar de Arrested mais algumas vezes, aguarde!

Foto: Twentieth Century Fox.

Foto: Twentieth Century Fox.

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