Tchau, Fringe: relembre, comentários do final e outras formas de acompanhar os personagens; Não assistiu? Dê uma chance!

Fringe Wallpaper Season 3

Escrever sobre Fringe é surpreendentemente difícil para mim, ainda mais se tratando de falar sobre o fim dessa série, que é a minha preferida. Ao longo desses cinco anos de histórias incríveis, personagens amados e casos empolgantes, Fringe nunca foi muito reconhecida.

Este post é uma “despedida” para essa série fantástica, mas também é uma super dica para aqueles que não viram (ainda) uma atração completa como essa, porque Fringe nunca irá embora completamente e ela merece que você a dê uma chance. Então, se você já viu, relembre como essa série é fantástica (e, ao final, confira como continuar com Fringe); se ainda não viu, fique empolgado e corra atrás do prejuízo!

Atenção: este post contém leves SPOILERS!

O começo

É verdade que tudo começou de forma simples e um pouco casual, sem deixar, porém, de ser empolgante. Quem chegou até aqui sabe muito bem do que estou falando: uma personagem principal que parecia sem sal e de única expressão — mas que se revelou uma das agentes mais badass do universo das séries, e que era apenas a primeira parte do show de interpretação que a Anna Torv deu ao longo dessa jornada, porque, na verdade, Olivia só vivia um momento de pura tristeza, sem poder se deixar confiar em ninguém; a estrutura de casos da semana (como em CSI, por exemplo), que não pareciam levar a série a uma história mais profunda — mas que se provaram cada vez mais ligados à trama principal, sem deixar de serem intrigantes e cada vez mais emocionantes ao longo do tempo; ou ainda, Peter (Joshua Jackson), um personagem que não parecia ter função alguma — mas que, mais tarde, se revelaria um dos mais importantes para a mitologia da série.

O Peter não gostava do Walter, e a Olivia estava tentando salvar John, o seu amado. É o piloto de Fringe.

O Peter não gostava do Walter, e a Olivia estava tentando salvar John, o seu amado. É o piloto de Fringe. (Warner Bros./Fox)

Aqueles que enxergaram como Walter (vivido es-pe-ta-cu-lar-men-te pelo John Noble) era um personagem que prometia; ou que a história caminhava para algo mais; ou que, simplesmente, adoravam os casos bizarros e sombrios de ficção científica da melhor qualidade, foram, ao longo do tempo, presenteados com o avanço da história principal.

Fringe se tornou uma série sobre uma família incrível que Olivia, Peter e Walter se tornaram, com personagens secundários não menos queridos, como a Astrid (Jasika Nicole), o Broyles (Lance Reddick), o Charlie (Kirk Acevedo) e Lincoln (Seth Gabel), agentes do FBI e/ou Fringe Division; sem contar os enigmáticos, como Nina Sharp (Blair Brown) e William Bell (Leonard Nimoy), CEO e dono, respectivamente, de uma das empresas mais misteriosas, sombrias e que, mais tarde, como tudo em Fringe, se tornou essencial para a vida dos fãs, a Massive Dynamic.

E, para você ver como Fringe é uma série adorável, até um dos maiores vilões é querido entre os fãs,  David Robert Jones (Jared Harris), tendo sido um dos percursores da verdadeira mitologia da série, ao aparecer no sétimo episódio da primeira temporada. Também tem a Gene, claro! [Ela é a vaca (sim, uma vaca) do nosso cientista Walter Bishop]

Quem já viu se lembra do que Olivia encontra na cena seguinte deste primeiro season finale. Sem dúvidas, foi icônico. (Warner Bros.)

Quem já viu se lembra do que Olivia encontra na cena seguinte deste primeiro season finale. Sem dúvidas, foi icônico. (Warner Bros.)

Ao final da 1ª temporada, você se deparará com uma característica dos showrunners — os roteiristas principais, aqueles que comandam a série — e produtores (Jeff Pinkner e J.H. Whyman, além de J.J. Abrams, Bryan Burk, Alex Kurtzman e Roberto Orci, a maioria envolvida também em Alias, Lost e Star Trek), que também se tornaria uma característica do próprio show: nada na história está “jogado”. Quer dizer, no começo você até pode ter essa impressão, mas chega um momento em que tudo começa a fazer sentido, tudo se conecta e você pensa “caramba, é isso mesmo?! Agora, entendi tudo!“.

Quando esse momento chega, não há sentimento mais legal para quem está acompanhando uma história, é uma delícia. E, enquanto ele não chega, você pode fazer teorias, discutir com amigos e familiares que também assistem à série. É por isso que, quando um episódio acaba, você pensa tanto nele e, quando vê, já está na hora do próximo.

Histórias com “infinitas impossibilidades”

Fringe teve plots (tramas) polêmicas ao longo desses cinco anos, e esteve sempre mudando de cenário, sem cair numa zona de conforto (justamente como acontece com séries como CSI). Na primeira temporada, temos o Padrão, que é uma série de experiências científicas feitas com o próprio mundo, que resulta nesses casos da semana bizarros; mas você vai descobrir que há uma razão maior para eles estarem acontecendo. A partir da segunda temporada (final da primeira, na verdade), o assunto passa a ser universos paralelos, inclusive com a introdução de um segundo universo, que se torna uma das ‘estrelas’ da terceira temporada.

Um vislumbre do outro universo, se você ainda não o conhece, precisa conhecê-lo! (Warner Bros.)

Um vislumbre do outro universo, se você ainda não o conhece, precisa conhecê-lo! (Warner Bros.)

É por causa desse plot que Fringe é uma série altamente recomendada pela imprensa (e pelos fãs, claro). Apesar de ter sido uma ideia um pouco rejeitada pela emissora (Fox) e estúdio (Warner Bros.) responsáveis pela série, os produtores acreditaram nela e a transformaram num dos momentos mais amados pelo público. Sem contar que, cada personagem (exceto por Peter Bishop, quem assistiu sabe a razão; quem não assistiu, poderá descobrir ao ver a 2ª temporada) teve uma versão correspondente neste universo alternativo, o que nos confirmou uma coisa: o elenco de Fringe é um dos melhores de toda a história da TV! As semelhanças poderiam ser pequenas, mas você nem percebe que as duas Olivias, por exemplo, são interpretadas pela mesma atriz. E aqui, nenhum, n-e-n-h-u-m, ator deixou a desejar, conferindo um ar único a personagens que poderiam ser tão iguais.

Fringe também já apagou um personagem da linha do tempo (4ª temporada) para salvar o(s) mundo(s), engajando os fãs numa campanha nunca vista antes para descobrir onde esse tal personagem foi parar; não precisa nem dizer como isso foi polêmico. E ainda tivemos tempo de embarcar para o futuro (para o passado também, algumas vezes) e tentar derrotar Os Observadores, carecas que pareciam apenas observar, mas eventualmente, acabaram com o nosso planeta e voltaram até 2015 para sobreviver na nossa época. Sim, eles são bem inteligentes e têm algumas habilidades que nós não temos.

Vivendo na “borda”

Mas se Fringe é tão incrível, por que ela não foi reconhecida, como disse no início do texto? Talvez porque o público americano é conhecido por não apreciar séries que te fazem pensar um pouco mais (por que será que CSI é/foi um sucesso por aí?). Fringe até que foi bem em sua 1ª temporada (quando era exibida nas terças), mas a Fox a colocou no dia mais concorrido da TV, as quintas-feiras, e a audiência despencou em sua 2ª temporada. Para ajudar, as premiações sempre esnobaram a série, assim como os atores que emocionavam a cada episódio (né, John Noble?!). Sem prêmios e com pouca audiência (cerca de 3 milhões por episódio), não há série que sobreviva, certo?

Um fandom tão incrível quanto a série. (Fringe Television)

Um fandom tão incrível quanto a série. (Fringe Television)

Errado. Os fãs de Fringe estão à altura da série e, se ela chegou até aqui, é por causa deles, ou melhor, de nós. Foram campanhas no Twitter (e na internet no geral), “recados” para Fox e para Warner e “presentes” para os executivos, que acabaram se tornando fãs também. A emissora mudou a série para a sexta-feira, um dia trágico na TV americana, ainda mais na Fox, que era reconhecida por logo matar as séries que iam para esse dia, principalmente as de ficção científica. Na verdade, o canal ajudou a série e sou eternamente grato à ele, que ainda pode arrumar a sua imagem nesse quesito. Também preciso agradecer à Warner, que sempre fez de tudo para dar um final à série. E conseguimos.

O final

Joshua Jackson deu uma entrevista ao TVLine dizendo que o series finale de Fringe era “correto“. Acho que não poderia ter sido definido melhor. Ele não foi perfeito, claro, nem o melhor da série (ainda prefiro Over There, quem está comigo?), mas fez o seu papel: encerrou Fringe do jeito que a série merecia, com muita emoção, volta do universo alternativo, interpretações excelentes, ação e ficção científica. Melhor do que isso: nos três últimos episódios, a maioria das dúvidas do público foram respondidas e de forma digna, ao contrário de séries como Lost, por exemplo. Tenho certeza que o grau de satisfação é muito maior com Fringe.

O finale nos fez lembrar de toda essa trajetória descrita acima neste imenso post, a nostalgia tomou conta, e foi delicioso. Sem contar as cenas de Walter se despedindo de Peter e Astrid (sim, de Astrid mesmo). As últimas cenas, do final feliz de Peter, Olivia e Etta, também não deveram em nada. E a tulipa branca (assim como o suposto agradecimento aos fãs em uma das cartas) foi o toque final que só Fringe sabe dar. Por isso, não me arrependo de passar estes cinco anos dando risada das loucuras de Walter, descobrindo novos gostos com o cientista, acompanhando a jornada de Olivia para deixar a tristeza de lado, sacrifícios de Peter e Walter e muitos outros momentos que vão ficar para sempre na minha memória. Na verdade, eu saí ganhando ao acompanhar Fringe por estes anos todos.

Quer acompanhar?

Veja Fringe, dê uma chance! Assista a primeira temporada, pelo menos! Você pode conferir os melhores preços para os boxes da 1ª temporada, da 2ª temporada, da 3ª temporada e da 4ª temporada. A 5ª passará na Warner, de forma absurda, em maratona nos dias 9 (a partir das 16h) e 10 (começando às 15h) de fevereiro, com reprises de segunda para terça, 1h30, a partir do dia 12/02. É mais uma das loucuras do canal.

É claro que você pode também sempre achar um “jeitinho” de graça com a ajuda da internet (mas, se gostar, vale comprar os boxes depois, viu?); e nem pense em RMVB, por favor, Fringe vale procurar em HD! Infelizmente, ela, como a maioria das séries da Warner, não está disponível no Netflix nem em blu-ray (no Brasil).

Fringe, a nossa “coisa favorita para sempre”

É claro que Fringe sempre vai estar conosco, afinal, podemos sempre revê-la e matar as saudades daquele “Previously on Fringe“, né? Mas há outras formas também, como as HQs. Ainda não li todas, mas são três sagas, com o preço da versão digital variando de R$ 2 a R$ 4 para cada edição, todas em inglês:

Viagem no tempo, troca de corpo e clonagem: tudo parte do Padrão, e alguém por trás desses eventos perigosos. Nos anos 1970, em Harvard, experimentos de Walter Bishop e William Bell levaram os limites da ciência e da ética ao extremo. Pela primeira vez, veja o trabalho que os tornou lendas!

Reprodução/DC Comics

Reprodução/DC Comics

Essa série tem edições escritas pelo próprio Joshua Jackson, e traz aventuras e histórias alternativas às da série, assim como o que acontece após a visão de Peter quando está na máquina e revela que ele precisa escondê-la em partes ao redor do mundo, apresentando justamente essa jornada, entre as temporadas 3 e 4.

Explore o mundo da série de sucesso com seis edições dessa mini-série! Cada edição foca em um personagem do programa ou em uma das histórias bizarras dos casos da semana.

Um preview do caderno de anotações do Setembro, com ambas as Astrids. Clique para ampliar. (Reprodução/TVLine)

E, a partir de 12 de março, estará a venda o September’s Notebook, com as anotações do observador Setembro provenientes desses anos que ele observou esse elenco maravilhoso e suas histórias! A pré-venda já está acontecendo, e você pode pedir para a Livraria Cultura/Geek.etc.br importar por R$ 142,60 através deste link, ou comprar direto dos EUA, aqui e na Amazon.

Infelizmente, todas essas dicas estão em inglês e são importadas dos EUA. Mas vale a pena, principalmente, para matar as saudades dessa série única que eu já estou sentindo desde a madrugada de sexta-feira/sábado!

Um breve tchau e muito obrigado, Fringe!<3

Um breve tchau e muito obrigado, Fringe! ❤

Se tiver alguma outra dica para continuarmos acompanhando os personagens da nossa série, compartilhe conosco aí nos cometários! E, se você já assistiu ao series finale e quer dizer o que achou, fazer teorias ou mais, também fique à vontade! Afinal, PARA O QUE/QUEM FOI AQUELE OLHAR FINAL DO PETER?!

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28 Respostas para “Tchau, Fringe: relembre, comentários do final e outras formas de acompanhar os personagens; Não assistiu? Dê uma chance!

  1. Olá. Quando descobri a série já estava no final, mas este tempo todo vim baixando o torrents e correndo contra o tempo para assistir. Sei que não é como ver em rempo real como a maioria, mas tentei sentir o mesmo e senti essa fixação por esta série absurdamente intrigante e inteligente. Acho que o olhar final do Peter foi um efeito de imagem, algo cênico, por se tratar de televisão. Ele não poderia lembrar de algo que não ocorreu, em função do “reset” de tempo. Assim, possivelmente ele assimilou o ocorrido em função das fitas vhs, concluindo que Walter foi para o futuro. De fato eles não viveram tudo o que os capítulos mostrou para nós. Essa é a sagacidade da série, que mexe com nossa interpretação e percepção todo tempo. Saudações fringies !!!. Fantunes.

    • Concordo com você, mas não excluiria totalmente a possibilidade de ser algo mais. Você tem razão, esses debates de interpretação e teorias são excelentes! Abraço!

      • Olá pessoal. HOJE chegou minha encomenda, o livro da Christa Faust. The Zodiac Paradox.
        Pessoal, estou perplexo…. A leitura é bem difícil, é inglês para nativos… mas vamos embora…. estou no inicio, mas go ahaed…
        Vamos postando as novidades, e perdoem se já fizeram e eu não vi.
        Abraços e boa leitura.

      • Sério?! Eu comprei os três livros juntos, mas como todos ainda não foram lançados só chegarão em novembro. Estou ansioso!
        Aproveite a leitura!

  2. gostei muito da serie acompanhei por três messes tirava manhãs de sábado tardes de domingo para assistir poxa tirando exterminador do futuro foi sensacional não vejo novela mais parecia que ha trama preenchia um vazio fiquei viciado em ver o filme e confesso só achei um furo o agente do FBI que tinha ficado no lugar do paralelo no final era como se o paralelo não fosse morto enquanto que o agente do FBI tinha decidido ficar no universo paralelo tirando isso fiquei órfão de um bom filme até peço dicas de filmes que se comparem ha está serie abs…

    • Pedro, filmes exatamente com essa temática confesso que não conheço. Mas existem alguns filmes de ficção científica que tem aquele estilo, clima de Fringe, como Prometheus, Super 8 e Star Trek (estes últimos são do mesmo criador da série, J.J. Abrams) e A Ilha; Looper e Agentes do Destino são os que acho que mais têm a ver com Fringe. Se alguém tiver mais alguma dica, compartilhe conosco!

  3. Faz pouco tempo que terminei a série, mas já pude sentir nostalgia através do texto, de fato uma das melhores séries que já assisti.
    Contudo também devo admitir estar ansiosa por uma entrevista dos roteiristas para explicar determinadas coisas, como o fato do Walter ter guardado objetos cruciais dos eventos fringe que não foram da timeline dele. A-m-e-i a forma que foi usada nos últimos episódios, mas isso deixou muitas questões pendentes 😦

    • Amanda, acho que os eventos Fringe da timeline do Walter, em grande maioria, foram os mesmos da timeline de Olivia e Peter. Só um ou outro mesmo não devem ter acontecido, por isso, o uso desses objetos. Mas é só uma teoria particular. Se alguma novidade surgir, tentarei postar por aqui, fique ligada! Abraços!

  4. Excelente artigo, Jacob. Acompanhei Fringe um pouco atrasado, pois conheci a série em um sábado, quando não conseguia dormir e fui assistir TV. Passei no SBT e estava dando o episódio “Pesadelos” (S01E17 – Bad Dreams). A minha sorte é que ainda estava começando (cena do trem). Fiquei abismado com todos os detalhes, o mistério, aquela sensação única de impressionismo. Resolvi, então, procurar a série e assistir desde o começo. Foi aí que me apaixonei pela série. Acho que assisti a primeira temporada inteira em apenas dois dias. No início do ano passado comecei a acompanhar o “ibope” da série nos EUA, e fiquei triste por saber que a série estava tendo pouca audiência. Fiz um banner em campanha do retorno da série (estava em hiatus nessa época) com boas notícias, mas não deu muito certo. A Fox tinha confirmado o fim da série com a 5ª temporada. Foi impossível de evitar o aperto no coração quando li a notícia. E quando chegou ao fim, tive que engolir o choro. Dia 25/01, levei um choque quando vi o lembrete no celular (Dia de Fringe! \o/). Eu não conseguia acreditar que seria a primeira sexta-feira sem Fringe, e que não era apenas um hiatus. Estou tento que me esforçar pra segurar o choro aqui ao escrever esse comentário rs. Obrigado por me fazer relembrar os detalhes dessa série que, para mim, será sempre “my favorite thing”.

    • Diego, o seu comentário valeu o esforço, é sempre excelente ver que o pessoal gostou (e o que não gostou), claro! Muito obrigado. Quanto ao cancelamento, acho que é melhor acabar por cima e com um final bem digno (como foi com Fringe), do que ficar sem final ou ter um meia-boca. (Claro que seria uma delícia ter mais alguns episódios.) Fringe mostra como é excelente e única neste ponto, ao ser uma das poucas séries que conseguiu isso, mesmo com esse triste problema de audiência. Acho que você deve concordar comigo, certo?

      • Absolutamente. Foi difícil de ver o final, mas ao mesmo tempo senti um alívio. Para mim, a série conseguiu fazer o que a maioria não consegue, que é deixar aquele sentimento de “valeu a pena”. Abraço.

  5. Pingback: Não gosta de Carnaval? Então aproveite para assistir a melhor série de comédia | Qubo Start·

  6. Não entendi uma coisa…li em alguns posts a seguinte interpretação do final: Walter foi p/ o futuro e mudou todos os fatos que vimos acontecer nas 5 temporadas, pois sem Observadores, nunca houve a travessia dele para o outro universo, para salvar o Peter, e todas as consequências nefastas desse ato. Sendo assim, pq Olívia e Peter se encontraram e se casaram? Seria como dizer ao telespectador que independente de tudo que vimos na história, eles estavam destinados a se conhecer e ficar juntos? Ficou uma série de dúvidas na minha cabeça e ainda não li nenhum post que me esclarecesse todas…
    De todo modo, amo Fringe e acompanhei fielmente a série nesses 5 anos…estou me sentindo meio órfã…rs

    • Débora, essa é uma excelente e válida pergunta. Eu acho que isso se deve ao fato de estarmos em uma nova timeline, a laranja. Lembra que os Observadores consertaram o fato de Peter existir, ao fim da terceira temporada? Acho que, com isso, tudo ocorreu como deveria. Mas, ainda assim, graças ao forte sentimento de Walter e Olivia, ele conseguiu voltar e chegar até aquele momento, como já tínhamos visto. Apenas uma teoria, o que acha?

      • Mas, então, Jacob, toda aquela história até a tentativa do lunático do Bell e o lance da bala que salvou o mundo teria ocorrido? Mas, então, a partir de que momento o Walter teria desaparecido? E o Walter só começou as pesquisas sobre os universos pq o Peter ficou doente, não foi? Se os observadores nunca existiram, tudo muda! Afe, sei lá…eu tô cheia de dúvidas! Queria que os produtores dessem uma entrevista em que esclarecessem o que eles quiseram dizer com aquele final. Se vc souber de algo assim, posta por aqui, por favor?

      • [Contém Spoilers] Débora, pode deixar, pretendo trazer novidades de Fringe aqui pro QS sim! (Siga e curta o blog para ficar por dentro, ou assine nossos feeds). Respondendo algumas perguntas, na minha opinião, acho que todos os eventos da 4ª temporada aconteceram, e o Walter só deixou de existir naquele exato momento do parque. Explico: na 5ª temporada, Walter deixou uma fita para Peter, na qual diz: “em um momento eu estava lá, e depois sumi”; acho que foi exatamente o que aconteceu, o Walter estava lá até a cena do parque e, depois, sumiu sem deixar rastros, com ninguém lembrando-se dele a partir deste momento. Quanto às pesquisas, lembre-se que Walter já as havia iniciado antes de Peter adoecer, ele apenas atravessou para o outro lado quando a situação se agravou. Abraços!

    • Do meu ponto de vista, nada no passado mudou. Acredito que o que mudou mesmo foi a partir do momento em que os Observadores quiseram dominar o mundo. Como foi contado no “prólogo” da 5ª temporada, o objetivo dos Observadores eram apenas observar. Mas isso foi alterado no momento que September teve contato com os humanos. September alterou a ordem natural dos acontecimentos ao salvar Walter e Peter. Foi então que os Observadores tentaram apagar Peter. O que de nada adiantou, pois Peter não foi totalmente apagado da história simplesmente pelo fato de que o amor que ele sentia por Olivia era mais forte. Ao ver que tínhamos algo que eles não tinham (sentimentos) e não havia forma de “manipular-lo”, eles não viram outra saída a não ser exterminar a nossa raça. Lembre-se do episódio em que September encontra a Olivia e diz que não havia saída, em todos os futuros possíveis ela tinha que morrer. Ele não se referia ao plano do William Bell. Tudo ocorreu bem, e era a hora deles interferirem, definitivamente. Esse foi o momento do grande ‘reset’ na história. September tinha um plano, que era de mostrar a anomalia para descobrirem que sentimentos e o poder da inteligência poderiam, sim, andar juntas.
      Obs.: Isso que citei é apenas meu ponto de vista, como disse no início do comentário.

      • Concordo com você, Diego. Até porque existe a possibilidade de, mesmo com o Walter indo para o futuro, o cientista norueguês ter feito os 12 primeiros Observadores, não interferindo nos acontecimentos das 1ª à 4ª temporadas, mas desistindo de continuar o experimento, talvez. É uma possibilidade remota, mas…

        Ainda acredito, porém, que os roteiristas consideraram que, na 4ª temporada, o erro cometido por Setembro ao salvar Peter foi consertado, ou seja, tudo voltou ao normal, como deveria ser (mesmo que Peter tenha conseguido voltar por conta do amor que Walter e Olivia tinham por ele). Por isso, o reset no tempo não afetou tudo aquilo que tínhamos visto, apenas, a chegada dos outros Observadores, em 2015, no parque..

  7. De fato, excelente post. Bem, realmente vou prefreir que venha o big box com toda a série. Fringe te prende a atenção e se utiliza de colocações diferentes de um jeito inimaginável. Bom quando você consegue se assustar, rir, chorar e torcer… tudo no mesmo episódio. Assim é Fringe. “Olivia Forever!” lol

    • Sora, fico feliz que tenha gostado do texto, e muito obrigado pelo comentário! Também irei adquirir a minha edição desse box, mas só no fim do ano, provavelmente. Antes, pretendo continuar lendo as HQs e os livros que vêm por aí. Não sei se você já está sabendo, mas a data para o lançamento do box é 07 de maio nos EUA e 13 de maio no Reino Unido. A pré-venda, inclusive, já está rolando na Amazon inglesa (aqui).

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