Revolution, a série mais esperada da temporada, não é nem mais nem menos por enquanto

Revolution

O elenco de Revolution, a nova aposta de J.J. Abrams (produtor executivo) com o criador de Supernatural. (Warner/Divulgação)

Na última segunda-feira, dia 17 de setembro, estreou nos Estados Unidos a série provavelmente mais esperada desta fall-season (época em que as principais séries americanas ganham seus novos episódios ou novas atrações são lançadas): Revolution.

A premissa da série é a seguinte: o mundo está lá, normal, como conhecemos. Mas, de repente, a energia acaba e ficamos no escuro, sem celular, internet ou televisão, daí em diante. Estaria tudo bem se uma pessoa, Ben Matheson, não soubesse que tudo isso iria acontecer (afinal, como ele — e aparentemente só ele — ficou sabendo?).

15 anos depois, vemos que o mundo mudou bastante com essa história: as armas voltaram a ser espadas, basicamente; a forma de civilização lembra muito os tempos mais medievais; e a natureza, o meio-ambiente, voltou a prosperar. Porém, se formaram também milícias, das quais a população fica mercê. A maior delas procura Ben, mas seu filho (idiota?) provoca confusão, resultando na morte do pai.

Antes de morrer, porém, Ben põe sua filha mais velha, Charlie, numa busca por Miles, ex integrante da Marinha e tio da menina, pois ele é o único que tem conhecimento suficiente para resgatar o irmão mais novo dela que, após a confusão, é levado pelo Capitão Tom Neville à seu superior como prisioneiro.

Parte da espera pela série é por causa do misto de mistério, ficção científica e aventura presente na atração, além de ser assinada por grandes nomes, como Eric Kripke (o criador de Supernatural) e J. J. Abrams (o criador de LostAlias e Fringe e diretor de filmes como Star Trek). Para ajudar, a série teve o seu primeiro episódio dirigido por Jon Favreau, o mesmo de Homem de Ferro I e II (e que também já fez algumas atuações por aí, alguns lembrarão dele como namorado da Monica, em Friends).

Revolution

Warner/Divulgação

Como se não bastasse os itens descritos acima, a NBC, canal que transmite a série, em parceria com a Warner (o estúdio responsável pela produção), fez uma baita campanha de divulgação, incluindo cartazes na famosa Times Square. Com todos estes motivos, se criou um grande buzz entorno da atração. Mas será que ela vale tudo isso?

Pergunto por experiência própria. Abrams fez grandes produções, sem dúvida, e duas das séries que eu (e talvez somente eu) acho as melhores de todos os tempos, Fringe e Alias (nessa ordem, e nada de Lost, apesar de sua importância). Mas perdeu a mão ao “doar” seu nome para séries de qualidade duvidosa, como Alcatraz, da qual também foi criada uma grande expectativa na última temporada que não correspondia com a qualidade da série.

Neste último caso, eu estava super ansioso para estreia da atração: na minha cabeça, não tinha com ser ruim. Aconteceu que eu estava totalmente errado. E me preparei psicologicamente para esperar coisa ruim de Revolution também, pois além do fator será-que-o-J.J-ainda-tá-indo-bem, havia o histórico do canal em lançar séries super-esperadas mas que se revelavam sem sal (como foi com The Event e Awake, só para exemplificar), além de ter aí o criador de Supernatural, série para qual torço o nariz.

Mas, no fim das contas, acho que a estreia não foi de todo mal. Claro, não foi de todo bom também. Revolution apresentou bem a sua trama principal, deixou gancho suficiente para o próximo episódio e mostrou uma fotografia bem-cuidada de causar inveja a alguns filmes.

Por outro lado, abusou de ‘draminhas’ que encontramos em Malhação; criou um personagem que é praticamente um deus (o tio Miles, para quem já viu), responsável por enfrentar s-o-z-i-n-h-o trocentos caras armados e ser um ex-cara do exército mas que também era cool, o que é difícil de vermos na realidade (a não ser que ele fosse um consultor ou algo do tipo); e mostrou um episódio piloto que deveu um pouco em ritmo.

Por enquanto, a série tem pouco de Abrams, mas tem certas semelhanças com Supernatural, como o fato de se apoiar em irmãos (neste caso, duas duplas). Algumas atuações ainda não estão boas, como a de Graham Rogers (que vive Danny Matheson, o irmão de Charlie); outras estão bizarras, como o interesse romântico da menina, Nate Waker (vivido por JD Pardo); e há ainda as boas, como a da excelente ex-Lost Elizabeth Mitchell (que aparecerá em flashbacks como Rachel Matheson, até então mulher de Ben).

Vale a pena ver o primeiro episódio? Se você é fã de série no geral ou de Supernatural ou de alguma do J.J. Abrams, sim. Se você quer ficar por dentro de uma série que será bem comentada (foi a melhor estreia de drama em três anos nos EUA), idem. Mas se prepare, se você assistir ao primeiro episódio, muito provavelmente precisará assistir o segundo e o terceiro, pelo menos, para daí sim, dizer se abandona a produção ou não.

Revolution

Warner/Divulgação

Por enquanto, achei que seria muito pior do que é, mas ainda não dá para ter uma opinião concreta sobre o assunto, como acabei de dizer, sem assistir aos próximos episódios.  Poderia ser melhor, claro, mas simpatizei com a série, só é preciso melhorar alguns pontos e ela poderá me conquistar de vez.

Ela também parece ser melhor do que o fracasso que foi Alcatraz, na maioria dos pontos (mas não em todos, como no elenco). Porém, de uma coisa eu tenho certeza: ela está longe do padrão de qualidade do qual J. J. me acostumou com Alias e, principalmente, Fringe.

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